PROCESSO

A abordagem ao território tem sido feita de forma continuada na qual procuramos não introduzir grande novidade no quotidiano da comunidade. Ao longo de 2-3 meses, quisemos surgir informalmente, buscando conversa e acompanhando a rotina da labuta da areia.

Um encontro com algumas dessas mulheres, organizado com o apoio da escola local, veio procurar esclarecer formalmente algumas das dúvidas que foram surgindo com a nossa chegada. Com a instalação de atelier e estaleiro na Associação Tcheka - parceira do projecto - tem vindo a ser desenvolvido um trabalho com todas as mulheres que se mostraram interessadas.

Num processo de codesign e em coautoria com essas mulheres, tem vindo a ser desenvolvido um novo elemento do sistema construtivo impact: uma lajeta de pavimento com base na identidade cabo-verdiana, na qual é testado um elemento do panu di terra.  

Com recurso a algum do plástico que se propaga pela ribeira - e, posteriormente, através de uma campanha de recolha de garrafas PET no comércio local - temos vindo a obter matéria prima resultante da sua trituração, no sentido de reduzir a quantidade de inertes na execução do elemento pretendido. Testamos as quantidades de plástico e a sua interacção com os inertes naturais disponíveis provenientes da ribeira e do Charco e, igualmente, com a areia artificial de britadeira adquirida nas proximidades da vila. Os moldes “caseiros” que temos vindo a testar têm sido desenvolvidos pelo serralheiro local.

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